Alguns filmes com trilhas sonoras marcantes

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Não sei por que, mas gosto muito de escutar trilhas sonoras. Nem tanto porque me faz lembrar do filme, até porque muitas vezes eu nem gostei do filme mas gosto da trilha. Sei lá, parece que esse recorte de músicas e artistas diferentes acaba fazendo sentido sozinho, como se ganhasse sua própria vida.

Tem muitas que eu gosto, algumas que eu acho bem legais são:


1) Suburbia

Um filme raro de encontrar e que é baseado numa peça de teatro. Aborda a questão da geração sem rumo do final dos 80 e começo dos 90. Bem aquela coisa da angústia da juventude nos subúrbios americanos nos anos 90. A trilha conta com Elástica, Sonic Youth, Boss Hog, Girls Against Boys e mais. Muito boa!

2) Pump Up the Volume

Um clássico da TV! É o filme onde Christian Slater é um colegial que tem uma rádio pirata e luta contra seu colégio opressor. A trilha é outro ótimo representante da fase do final dos 80 e inicio dos 90. É recheada com Sonic Youth, Bad Brains, Descendents, Soundgarden e muito mais...

3) Broken Flowers

Um filme muito legal do Jim Jamursch (o mesmo de Café e Cigarros). O filme aborda a questão da vida que passou e o hiato da vida adulta sem propósito, vazia. Bem incômodo, aliás... a trilha é excelente e conta com Jazz da Etiópia (não lembro o nome do cara) e umas bandas de rock dos EUA tipo The greenhornes que fizeram o tema principal..

4) Crossroads

Um clássico! Quem nasceu entre 75-82 e não assitiu esse filme quando estava crescendo devia ser um ET!! O filme mostra o “Karatê Kid” largando seus estudos de violão clássico e indo atrás de uma lenda sobre o bluesman Robert Johnson, ela caba encontrando o velho parceiro do Robert Johnson o Willie Brown. Quando o encontra descobre que ele havia feito um pacto com o diabo - a música perfeita pela sua alma. No final o garoto duela com um guitarrista do Diabo pela alma do blues man. O guitarrista do diabo é o Steve Vai. Quem assina a trilha é o Ry Coorder e ela vem recheada de Blues, tanto uns mais roots quanto uns mais moderninhos. Muito boa também!

5) Matrix

O que falar deste filme? É um ícone! Os irmãos Wachowski se colocaram na história do cinema com ele. Pena que suas outros. Ótimo para escutar enqaunto se dirige na estrada, só tem que tomar cuidado pra não acelerar demais quando se empolgar com o som.

Depois eu coloco outro post com mais trilhas...

PiG está até na Wikipedia

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Veja você mesmo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista

Carta Aberta ao William Waack

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Não utilizamos aqui qualquer pronome ou outro tratamento à sua pessoa, por você mesmo se desqualificar através de seus conhecidos e ingentes esforços como traidor da pátria.

Nós, do MVC - Movimento pela Vergonha na Cara, tivemos o desprazer de acompanhar hoje, 16/10/09, sua declaração ao programa Entre Aspas da Globo News de que a reserva petrolífera do Pré Sal não terá relevância alguma ao futuro do país, em razão do desenvolvimento de energias alternativas.

Fosse você um completo desinformado, incapaz de deduzir as milhares de aplicações dos derivados do petróleo, poderíamos compreender a ignorância contida nessa afirmação e procurar esclarecê-lo, fornecendo-lhe informações elementares a respeito do assunto. Mas é evidente que a bobagem proferida não reflete ignorância ou imbecilidade. Muito pior, reflete mórbida falta de caráter que se faz persistente, denotando-lhe como um dos mais esforçados porta-vozes da UGP - União dos Gigolôs da Pátria.

Sabemos que você não é um idiota de graça. Sabemos que ganha para desinformar o povo brasileiro em benefício do maior crime lesa-pátria já intentado em nossa história com a não consumada privatização da Petrobras, quando já se evidenciavam os indícios de uma das maiores bacias terrestres da matéria prima. Sabemos que, como cúmplice daqueles gigolôs, você é um dos que sobrevive através de mentiras desenvolvidas para enganar ao povo brasileiro e incentivar a prostituição do país aos interesses internacionais.

Esta carta para desmascarar suas intenções será distribuída pela internet através da rede de correspondentes que integra o Movimento pela Vergonha na Cara e, certos de que chegará até você através daqueles a quem tenta enganar, esclarecemos que nosso objetivo é erradicar o malefício que você, seus colegas, seus patrões, e os políticos a que vocês apóiam e promovem, representam para o Brasil e o povo brasileiro.

Esteja certo de que voltaremos a apontar suas farsas a cada vez que você usar de espaços públicos de comunicação, sejam concedidos ou assinados, para mentir aos brasileiros se passando por idiota, imbecil ou ignorante.

Sempre que para desqualificar os esforços do maior patrimônio empresarial do povo brasileiro, a Petrobras, você se mentir como incapaz de imaginar que mesmo depois de que todos os biocombustíveis e fontes alternativas de energia substituírem a gasolina ou o diesel, a ampla diversidade de empregos e aplicações do petróleo continuará tornando a exploração do Pré Sal um dos mais significativos empreendimentos mundiais; desmascararemos abertamente sua farsa.

Destacaremos que você mesmo entrevistou, com abjeta subserviência, um general do Departamento de Defesa dos Estados Unidos especialmente enviado ao Brasil para negociar a participação daquele país na exploração do Pré Sal, como você mesmo anunciou em notável demonstração da canalhice contida em sua personalidade que com tamanha empáfia, hoje, declara nossa reserva do Pré Sal como inócua.

Se faz de imbecil, mas tem plena ciência de que se o Pré Sal fosse tão insignificante quanto afirmou para sua colega (em caráter inclusive) Monica Waldvogel no "Entre Aspas", aquele seu entrevistado não seria enviado pelo governo norte-americano ao Brasil e nem teria se servido, há poucas semanas atrás, de seu servilismo no lamentável noticiário que você apresenta.

Não nos interessa quem lhe paga para ser capacho dos interesses externos e prepotentemente contrário aos interesses do futuro do povo brasileiro, mas nos esforçaremos para tornar pública sua função de gigolô da pátria, alertando a todos que queiram recuperar a dignidade e a vergonha na cara, até que um dia possamos erradicar os farsantes que como você trabalham para corromper o futuro de nossos filhos e do nosso país.

Por enquanto, continuaremos colhendo informações sobre sua longa experiência como sabujo dos interesses do capital estrangeiro, a serem usadas sempre que tornar a expor suas mentiras e enganações de gigolô.

MVC - MOVIMENTO PELA VERGONHA NA CARA




Agora sim! Dá-lhe Mercadante!

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Agora sim o Senador de são paulo age como se espera dele. Deveria ter agido assim na época dos ataques ao Sarney, denúnciando Virgílio, Bornhausen e Temer . Mostrando que quem elegeu o Sarney foi a oposição e que a saída de Sarney significaria ter um senador do PSDB na presidência do senado (o vice é o tucano Marconi Perillo) e isto pararia o país antes das eleições.
MERCADANTE DESMONTA O FACTÓIDE LINA

Fonte: Vi o Mundo

Do senador Aloizio Mercadante, em seu blog
I. Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, afirmou, com bastante segurança, no Senado, que o suposto encontro com Dilma Roussef para tratar do processo fiscal contra o filho do Senador Sarney teria ocorrido em dezembro. Para o Senador Flexa Ribeiro, ele chegou a afirmar que o encontro teria ocorrido perto do Natal. Segundo a revista Época (nº 588 de 24/08), Lina teria divulgado, em off, a data de 19 de dezembro. Agora, para a revista Veja, ela diz que o hipotético encontro foi em 9 de outubro. Ora 9 de outubro não é 19 de dezembro e fica muito longe do Natal. Seria muito difícil para qualquer um confundir datas tão distantes.
II. Fomos nós quem lembramos a Lina, no Senado Federal, que ela havia tido um encontro oficial, público e registrado, com Dilma, no dia 9 de outubro. Nesse encontro elas se reuniram, em São Paulo, com CEO`s norte-americanos. Lina Vieira confirmou então: “Pode até constar da agenda, mas eu tive um encontro em São Paulo no dia 9 de outubro, no dia 10. Eu viajei dia 9 para essa reunião de CEO`s, foi em SP essa reunião (pág.67 do depoimento). Só que agora ela diz que o suposto encontro com Dilma para tratar dos inquéritos contra a família Sarney foi no dia 9 de outubro, no Planalto. Ela se desdiz no assunto e no lugar.
III. Não apenas isso. Lina sempre afirmou que o encontro a sós com Dilma teria ocorrido à tarde, no Planalto. No Senado, em resposta ao Senador Pedro Simon, Lina disse que “já pesquisei muito na minha memória, no meu HD, para ver se eu consigo recuperar. Eu sei que foi à tarde esse encontro....” (pág. 104). Ora, no dia 9 de outubro, à tarde, Lina e Dilma estavam em São Paulo na reunião com CEO´s norte-americanos, o que ela mesma reconheceu e é facilmente comprovável. Agora, segundo informações que Lina disponibilizou para a Veja, o suposto encontro teria ocorrido de manhã. Ela se contradiz também no que tange ao período em que teria ocorrido o suposto encontro.
IV. A própria Lina reconhece que nos dias 9 e 10 de outubro ela esteve com a ministra Dilma na reunião com os CEO´s norte-americanos em São Paulo. Por que então a ministra Dilma a teria convocado, no mesmo dia, para uma reunião de 10 minutos, no Planalto, para discutir um assunto que poderia ter sido tratado facilmente em São Paulo?
V. Lina Vieira reconheceu que a ordem judicial para que a Receita Federal agilizasse o processo fiscal contra o filho do Senador Sarney foi recebida em setembro. Ora, se já havia, desde setembro, uma ordem judicial para que o processo fosse agilizado, por que Sarney precisaria, em 9 de outubro, da ajuda do governo para acelerar as ações da Receita Federal? Saliente-se que o eventual descumprimento dessa ordem judicial poderia ter resultado, em última instância, na punição do titular da Receita Federal.
VI. Lina alega que a pressão para “agilizar” o processo contra a família Sarney teria ocorrido em razão do fato de que Sarney era candidato à presidência do Senado Federal. Ora, em 9 de outubro, data que ela agora afirma que o encontro ocorreu, Sarney não era candidato a nada. Seu nome nem era cogitado nas conversas sobre o assunto.
VII. No Senado, Lina Vieira foi inquirida por mim sobre como a Folha de São Paulo soube do tal encontro, já que ela afirmou que a reunião com Dilma transcorreu sem nenhuma testemunha e que ela não teria divulgado nada a ninguém. Bem, os repórteres da Folha costumam ser eficientes, mas ninguém acredita que eles tenham o dom da telepatia. Evidentemente, alguém divulgou o fato. Segundo Lina Vieira, somente Dilma e ela sabiam do suposto encontro. Não parece razoável e lógico supor que quem informou para a Folha o suposto encontro para agilizar o processo contra a família Sarney tenha sido a ministra Dilma Roussef.
VIII. Ao ser questionada, em seu depoimento no Senado, por mim e pelos SenadoresDemóstenes Torres, Almeida Lima e Eduardo Suplicy, a ex-Secretária disse que não fez nada, não tomou nenhuma providência e não comentou com ninguém sobre o suposto pedido da Ministra Dilma, inclusive por considerá-lo “incabível”. Entretanto, ela agora afirma que na sua agenda está escrito “dar retorno à Ministra Dilma sobre Sarney”. Como dar retorno sobre um assunto que a ex-Secretária diz ter desconsiderado completamente? (págs. 44, 64, 67, 68, 108 do depoimento).
IX. Ante tantas contradições e versões desencontradas, é lícito supor que Lina, que afirma não mentir, faltou, em algum momento, com a verdade sobre esse assunto. Também é razoável o questionamento do motivo que levou Lina Vieira a só fazer essa “denúncia”, após ter sido demitida da Receita Federal em razão de sua gestão frente ao órgão, fato este que não tem nenhuma relação com o suposto encontro. Além disso, podemos voltar a questionar, tal como fizemos no Senado, as razões que levaram Lina Vieira a não tomar nenhuma providência quando soube do suposto pedido para favorecer Sarney num processo fiscal. A sua obrigação como funcionária pública era denunciar a ministra. Se não o fez, prevaricou. Se não prevaricou, faltou com a verdade. O fato concreto é que a credibilidade de Lina Vieira nesse episódio tem tanta solidez quanto as suas várias versões desencontradas.
X. Por trás dessa nova versão desencontrada que Lina Viera apresentou à Veja, com o objetivo de tentar requentar uma “denúncia” que já tinha sido desacreditada, está o receio de setores da oposição com o excepcional momento que vive o governo Lula e sua óbvia repercussão no fortalecimento da pré-candidatura de Dilma Roussef. De fato, o Brasil passa por um período extraordinário de sua história, como evidenciam o sólido desempenho da nossa economia frente à pior crise mundial desde 1929, o novo e vigoroso protagonismo internacional do País, a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 , a crescente diminuição das desigualdades sociais, mesmo na crise, e tantos outros fatos positivos que fazem do governo Lula o mais bem-sucedido do período histórico recente do Brasil. Contra essa solidez, denúncias requentadas e inconsistentes se esboroarão.

Senador Aloizio Mercadante

Porque a candidatura Marina Silva não é uma alternativa de esquerda

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Porque a candidatura Marina Silva não é uma alternativa de esquerda

Por Gustavo Ferroni

A cada nova notícia e a cada novo acontecimento vejo a candidatura da Marina Silva mais distante da esquerda.

O discurso que cerca sua candidatura parece vir de pessoas que crêem ser possível mudar a sociedade sem se sujar, sem colocar o pé na terra, sem ficar desconfortável física e/ou psicologicamente. Sem confrontar seu próprio modo de vida e sem entrar em conflito com os donos dos meios de produção.

Este discurso também apresenta um estranho grau de dogmatismo, seja ao falar de sustentabilidade ou ao criticar indiscriminadamente todos que atuam no cenário político brasileiro; “os políticos”. Ao fazê-lo, porém, tende a focar suas críticas apenas nos indivíduos e raramente vai além daqueles no Congresso ou do Executivo. Não questionam a estrutura e os processos e ainda preservam a mídia, as empresas e o Judiciário.

É curioso notar que parte daqueles que cercam a candidatura da Marina são, ou foram, críticos da esquerda marxista e da antiga postura petista de “detentores da ética e da verdade”; exatamente por não concordarem com a suposta postura arrogante e dogmática.

Claro que nem todos que apóiam a Marina Silva são assim. Seria um erro menosprezar o significado de sua candidatura desta maneira. Porém, não é mera coincidência que boa parte destes nomes vem da elite. Uma parte vem do empresariado “responsável” e “verde”, isto é, aqueles empresários que ao menos no discurso parecem ser diferentes. Outra parte vem de ONGs sociais e ambientais que não possuem necessariamente uma base social. São ONGs que não deixam de cumprir um papel importante, mas seus quadros são da elite e seu dia-a-dia não é o mesmo dos movimentos sociais.

Ora, e os movimentos sociais onde estão?

Onde estão aqueles movimentos de grande base social, legitimidade e consistência política? Onde estão aqueles que agüentam a exclusão, a criminalização, e a falta de apoio às suas lutas e bandeiras?

O que diz o MST da candidatura da Marina? Afinal ela sempre teve transito com o movimento. Gostaria de entender porque ela não os envolve de maneira direta na reconstrução do PV e de seu programa para 2010. Será uma escolha dela, do MST ou de ambos?

E os outros movimentos sociais por que não foram envolvidos? Onde estará a CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), o MMC (Movimento das Mulheres Camponesas), ou ainda o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) que é tão ligado a questão ambiental?

A lista poderia seguir com diversos exemplos como o MNCR (Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis), a CONAQ (Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas) e outros. E a questão principal continua.

A questão que se impõe.

Por que a re-fundação do PV, por meio da candidatura Marina Silva, não envolve diretamente os movimentos sociais? Não seria isto que deveríamos esperar de alguém com a trajetória dela?

Até o momento não é isto que vemos. A ida da Marina Silva ao PV não apontou que para a construção de uma nova alternativa popular e de esquerda. Aguardaremos evidências que sinalizem algo nesta direção, mas cada vez com menos esperança.

A resposta do Rio...

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Yes we Créu!!

De fato: Esse é o cara!!!

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PUTA DISCURSO!!!
Mostrou uma coisa: os resultados do seu governo transformaram o país e por isso as Olimpíadas são nossas!

Trajetória de um fascista ou de um herói?

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OS HERÓIS DA POLÍTICA DE SEGURANÇA PÚBLICA

Há menos de um mês, seis traficantes foram encurralados por policiais e fizeram uma família refém na favela Vila dos Pinheiros, na Maré, zona norte do Rio de Janeiro. A condição para a rendição era emblemática: os homens queriam a presença da mídia e de familiares para que, segundo a própria imprensa noticiou, lhes fosse garantido o direito à vida. Houve a negociação e os seis foram presos.
Episódios de seqüestro público regularmente terminam dessa forma. As tragédias costumam acontecer justamente quando a polícia toma uma medida precipitada, como no caso do ônibus 174. Afinal, é razoável afirmar que a intenção de quem se esconde por trás de um refém seja a preservação de sua própria vida, independente da agressividade, do desespero e do medo que esteja sentindo. É fundamental, portanto, que a negociação seja incansável: a rendição é praticamente certa e a busca deve ser, sempre, pela resolução do foco de conflito sem que haja a morte de nenhum dos envolvidos.
Não foi o que aconteceu na ação policial da última sexta-feira, dia 25 de setembro de 2009, no bairro de Vila Isabel. Um tiro de fuzil acertou a cabeça de Sergio Ferreira Pinto, que, cercado por policiais do 6º Batalhão e já baleado na barriga, fazia como refém Ana Cristina Garrido, dona de uma farmácia na Rua Pereira Nunes. Apesar de a ação ter terminado em uma morte violenta, o caso de Vila Isabel foi festejado efusivamente por quase todos os meios de comunicação.
O policial que efetuou o disparo foi o major João Jacques Busnello, que a imprensa imediatamente elegeu como novo herói nacional. Há cerca de cinco meses, o mesmo nome estampou os jornais: Busnello tinha sido preso em flagrante no estádio do Maracanã por lesão corporal dolosa, prevaricação e abuso de autoridade. Esse, no entanto, não é o crime mais grave atribuído ao major.
Em setembro de 1998, onze anos antes da ação policial em Vila Isabel, o jovem recruta do exército Wallace de Almeida caiu baleado pelas costas na porta da casa de sua mãe, na favela da Babilônia, na zona sul da cidade. A equipe chefiada pelo então tenente Busnello – que já era conhecido pela truculência e arbitrariedade com que costumava agir no local – invadiu a residência, insultou parentes do rapaz e impediu o socorro imediato a Wallace, que acabou sendo arrastado morro abaixo pelos próprios policiais e faleceu logo após sua entrada no hospital.
Embora todas as provas apontassem para execução, o homicídio de Wallace – que tinha 18 anos, era negro e morador de favela – foi registrado como “morte em confronto com policiais”. A família denunciou João Jacques Busnello pelo assassinato, mas, como de praxe em casos de “auto de resistência”, o Tribunal de Justiça não aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público em 2007 – nove anos depois.
O caso chegou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que considerou que o Estado brasileiro não havia sido capaz de responsabilizar os autores da execução de Wallace. A OEA determinou que fosse promovida a plena reparação dos familiares de Wallace, o que forçou o governo do estado do Rio de Janeiro a realizar uma cerimônia oficial no último dia 25 de agosto – exatamente um mês antes do último disparo de Busnello.
O caminho trilhado por João Jacques Busnello ao longo dos últimos onze anos é peculiar. O oficial da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi acusado da execução de um rapaz negro, foi promovido a capitão, passou pelo BOPE, assumiu o comando do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios, foi preso por lesão corporal dolosa, até que, já elevado ao posto de major, se tornou "herói” na televisão e nos principais jornais, onde se expôs orgulhoso como o protagonista de mais uma ação da Polícia Militar que termina com a morte de um rapaz negro. Para coroar a carreira do policial Busnello, um deputado já anunciou que vai lhe indicar para receber a Medalha Tiradentes.
Essa trajetória pode ser considerada um símbolo da política de segurança do governo do estado do Rio de Janeiro, que orienta e incentiva crimes e abusos dos agentes do Estado e que conta os mortos como uma prova de sua eficiência. Por sua vez, a reação dos meios de comunicação aponta para a naturalização da violência. É inaceitável que uma ação que termina em morte seja festejada.

A quem pertence a bandeira ambiental?

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O ambientalismo não é ser “amigo” do meio Ambiente, não é só plantar árvores ou falar de aquecimento global. É uma postura política e como tal deve ter coerência.

Hoje já parece haver consenso de que não há solução para a crise ambiental que não passe por uma solução para as questões sociais. O grau de destruição ambiental que vivemos hoje é uma conseqüência de nosso modo de vida, ou seja, uma conseqüência direta da organização social da nossa sociedade.

E que sociedade é esta? É a sociedade ocidental pós-revolução industrial, capitalista ou comunista. O valor ambiental passou ao largo das principais decisões políticas do século XIX e XX.

Está claro que é pela a mesma razão que existe desigualdade, pobreza e autoritarismo; que existe destruição ambiental. O desrespeito ao Meio Ambiente e as leis ambientais tem origem no mesmo desrespeito aos direitos individuais, a mesma origem da corrupção e da opressão.

Não é possível acreditar em preservação ambiental sem democracia. Hoje os fatores que ameaçam a democracia brasileira e de outros países - o capital nacional e estrangeiro predatório, as oligarquias tradicionais e as máfias organizadas que parasitam nosso Estado - são os mesmos fatores que impedem o avanço social e também a preservação ambiental.

Ora, alguns podem dizer que já virou lugar comum a noção de desenvolvimento social e ambiental juntos. Porém qual é o verdadeiro significado desta afirmação?

A solução dos problemas sociais só pode vir da esquerda, pois passa pelo fim da pobreza, pelo maior controle do capital, pela abertura do Estado ao controle da sociedade, pela horizontalizarão da democracia e pela garantia dos direitos humanos. E é a não solução destas questões que acarreta na crise ambiental.

A crise ambiental é uma conseqüência da crise social.O modo de vida e os valores que geram a degradação ambiental são os mesmos que geram a exclusão social.

Qualquer solução ambiental que não passe pelo social reafirmará uma sociedade elitizada onde uma elite vive sustentavelmente enquanto o resto é excluído deste modo de vida, ficando na pobreza sem consumir e sem sobrecarregar o Meio Ambiente como conseqüência. Esta seria apenas uma solução temporária, pois esta sociedade entraria em colapso.

Da mesma maneira, qualquer compromisso que mude os valores da sociedade capitalista deve necessariamente passar por uma profunda transformação das formas de organização social. E é esta transformação que deverá buscar uma sociedade democrática, igualitária e ambientalmente segura.

Logo, a única conclusão que podemos chegar é que não existe ambientalismo verdadeiro fora da esquerda, pois nenhum “ambientalista da direita” poderia se comprometer com a solução social necessária para viabilizar a solução ambiental.

Ser ambientalista é ser de esquerda!

Lula, uma potência internacional!

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O governo Lula marcou uma ascensão internacional do Brasil sem precedentes.

Dede o início de seu primeiro mandato a postura da política externa brasileira mudou, passou a ser proativa e independente. Pautou-se por relações sul-sul e por encarar as potencias do norte no mesmo patamar. Sua atuação tanto na OMC quanto na ONU foram marcantes.

Nos últimos meses os resultados de todo o trabalho chegaram. O desempenho do país na crise econômica, o reconhecimento dos periódicos estrangeiros, a postura em Honduras, a criação do G20 e, agora, a vitória do Rio nas olimpíadas deixa claro que o Brasil é uma das potencias do sistema internacional deste início de século XXI.

Lula fez o que Barão de Rio Branco, Getúlio, os militares e os tucanos-pefelistas não conseguiram. Transformou o país em uma potência política mundial.

E que venha o assento no conselho de segurança...

Ciro vai transfeir seu título para SP, cai a teoria de quinta coluna...

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Nos últimos dias algumas notícias deixaram a amioria da spessoas incomodadas. O que Chalita e Skaff foram fazer no PSB??


Cheguei a escutar que se tratava de uma estratégfia de quinta coluna por parte do Serra. Eu não acredito em coincidencias e acredito em conspirações. Mas mesmo não gostando do PSB paulista, exceto pela Erundina, me pareceu um pouco demais.

Agora com a notícia de que Ciro trasnferirá hoje seu título para cá creio que esta quetsão caiu. Ele deverá forçar sua candidatura presidencial até o último momento, e se conseguir ter mais viabilidadeb que Dilma ganhará o apoio de Lula por ter se tornado um fato consumado. porem, se não conseguir sairá para o governo de SP como Lula queria, adiando seu projeto presidencia para 2014 ou 2018.

Agora a ida de Chalita e Skaff fazem mais sentido, Trata-se de uma aceitação de parte da elite ao nome de Ciro e também de já viabilziar mais seu nome para o govenro do Estado, atraindo votos fora da esquerda.


Mostra a juventude no cinema francês - Centro cultural São Paulo

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Mostra: A Juventude no Cinema Francês | De 02 a 30/09, qua e qui, 20h | Anfiteatro

Os Sonhadores | Dia 02
(França/Itália/EUA, 2003, 130 min). 18 anos. Dir.: Bernardo Bertolucci. Com: Michael Pitt, Louis Garrel. Após se mudar para Paris, uma jovem inicia intenso relacionamento com dois irmãos gêmeos.

O Ódio | Dia 03 (França, 1995, 96 min). 16 anos. Dir.: Mathieu Kassovitz. Com Vincent Cassel, Hubert Koundé. Paris acorda em estado de sítio: jovens imigrantes passaram a noite em guerra com a polícia no bairro dos Muguets. O motivo? Abel Ichac, 16 anos, encontra-se entre a vida e a morte, após ter sido severamente espancado durante um interrogatório.

Albergue Espanhol | Dia 09
(França, 2002, 115 min). 14 anos. Dir: Cédric Klapish. Com: Audrey Tatou, Roman Duris. Jovem se muda para Barcelona para concluir seus estudos. Lá, divide um apartamento com outros sete estudantes.

As 4 Aventuras de Reinette e Mirabelle | Dia 10
(França, 1987, 99 min). Livre. Dir: Eric Rohmer. Com: Joëlle Miquel e Jessica Forde. Duas jovens se conhecem no campo e concordam em dividir um apartamento em Paris. Porém, a diferença de temperamento cria atritos na convivência.

O Sopro do Coração | Dia 16
(França, 1971, 118 min). 18 anos. Dir: Louis Malle. Com: Léa Massari, Benoît Ferreux Adolescente começa a descobrir o mundo, ouvindo discos de Charlie Parker e lendo tudo o que lhe cai nas mãos.

Ladra e Sedutora | Dia 17
(França, 1988, 110 min). Dir: Claude Miller. Com: Charlotte Gainsbourg, Simon de
La Brosse. Ao ser abandonada pela mãe, adolescente precisa aprender a cuidar de si.

Questão de Imagem | Dia 23
(França, 2004, 110 min). 14 anos. Dir: Agnès Jaoui. Com: Agnès Jaoui, Marilou Berry. A história de Lolita, uma garota gordinha e infeliz por não se enquadrar no modelo clássico de beleza física.

Entre os Muros da Escola | Dia 24
(França, 2007, 128 min). 12 anos. Dir: Laurent Cantet. Com: François Bégaudeau, Nassim Amrabt. A experiência de um professor em uma escola da periferia parisiense com uma classe tão heterogênea quanto a sociedade francesa atual.

A Bela Junie | Dia 30
(França, 2008, 90 min). 16 anos. Dir: Christophe Honoré. Com: Louis Garrel e Léa Seydoux. Após a morte da mãe, garota muda de escola e encontra, no professor de italiano, o grande amor de sua vida.

Mostra com musicais no Cine Olido

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Musicais inesquecíveis são atrações do mês no Cine Olido

Entre 15 e 27 de setembro, musicais consagrados serão exibidos no Cine Olido

Música, dança e cinema formam uma combinação que deu origem a um dos gêneros mais conhecidos da indústria cultural norte-americana: os musicais. Este mês, a Galeria Olido reúne 17 clássicos escolhidos pela AFI (American Film Institute), procurando construir um painel dos títulos mais populares da história do cinema.

A mostra traz diversos trabalhos produzindos na chamada “Era de Ouro dos Musicais” (período que varia do fim da 2ª Guerra Munidal até o inicio da década de 1960), quando os estúdios de Hollywood investiram parte considerável de seus orçamentos na produção de musicais. Trabalhos monumentais e memoráveis como O Mágico de OZ (1939), Cantando na Chuva (1952), Mary Poppis (1964) e A noviça Rebelde (1965), que marcaram época e se tornaram referências incontestáveis do gênero até hoje, são algumas atrações da mostra exibida na Galeria Olido a partir do dia 15. O espectador também poderá assistir dois trabalhos recentes que fazem uma releitura do gênero: Moulin Rouge (2001) e Chicago (2002).

Serviço: Os melhores Musicais Americanos – volume 1. Cine Olido. Avenida São João 473. Centro. Tel. 3397-0171. De 15 a 27 de setembro. R$ 1.

Segue Abaixo a programação completa:

CANTANDO NA CHUVA
(Estados Unidos, 1952, 102 min, 35mm).
Dir.: Stanley Donen e Gene Kelly. Com Gene Kelly, Donald OConnor, Debbie Reynolds e outros.
Durante a transição do cinema mudo para o falado, dupla de atores se preparam para filmar um musical.
| Dia 15, 15h. Dia 23, 19h30

AMOR SUBLIME AMOR
(Estados Unidos, 1961, 155 min, 35mm). Dir.: Jerome Robbins e Robert Wise. Com Natalie Wood, Richard Beymer, Russ Tamblyn e outros.
Americanos e porto-riquenhos se enfrentam em uma disputa acirrada por espaços na cidade de Nova Iorque.
| Dias 15 e 27, 17h

O MÁGICO DE OZ
(Estados Unidos, 1939, 110 min, 35mm). Dir.: Victor Fleming. Com Judy Garland, Frank Morgan, Ray Bolger e outros.
Baseado na série de livros de L. Frank Baum, o filme apresenta a Terra de Oz. Ao ser arrastado por um furacão até esse mundo mágico, menina e seu cachorro enfrentam diversas aventuras até chegar ao mago que os ensinará o caminho de volta para casa.
| Dia 15, 19h30. Dia 23, 15h

NASCE UMA ESTRELA
(Estados Unidos, 1937, 111 min, 35mm).
Dir.: Janet Gaynor, Fredric March, Adolphe Menjou e May Robson. Com William A. Wellman e outros.
Ao atrair a atenção de um astro de cinema, garota realiza um sonho e torna-se uma estrela.
| Dia 16, 15h. Dia 23, 17h

RUA 42
(Estados Unidos, 1933, 89 min, 35mm). Dir.: Lloyd Bacon. Com Dick Powell, Ruby Keller, Warner Baxter e outros.
Rua abriga os mais diversos tipos de moradores como: uma garota ingênua, um tenor, estrelas convencidas, produtores em decadência, entre outros.
| Dia 16, 17h. Dia 24, 15h

SINFONIA DE PARIS
(Estados Unidos, 1951, 114 min, 35mm). Dir.: Vincente Minnelli. Com Gene Kelly, Leslie Caron, Oscar Levant e outros.
Pintor norte-americano vai tentar a sorte em Paris e desperta o interesse de uma rica mulher.
| Dia 17, 15h

MARY POPPINS
(Estados Unidos, 1964, 139 min, 35mm). Dir.: Robert Stevenson. Com Julie Andrews, Dick Van Dyke, David Tomlinson e outros.
Babá anima os filhos de um banqueiro com suas canções, brincadeiras e alegrias.
| Dia 17, 17h. Dia 26, 19h30

O REI E EU
(Estados Unidos, 1956, 133 min, 35mm). Dir.: Walter Lang. Com Deborah Kerr, Yul Brynner, Rita Moreno e outros.
Mulher vai para Sião tornar-se professora da corte real, em 1860. Lá, encontra um monarca que é muito teimoso. Para se entenderem, eles precisam desistir de tentar mudar o outro. Baseado na história verídica da inglesa Ana Leonowens.
| Dia 17, 19h30. Dia 25, 17h

CHICAGO
(Estados Unidos, 2002, 113 min, 35mm). Dir.: Rob Marshall. Com Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger, Richard Gere e outros.
Mulher casada assassina seu amante, que prometeu ajudá-la a ingressar na carreira artística. Na prisão, contrata um rico advogado, conhecido por elaborar as mais incríveis defesas para inocentar suas clientes. Vencedor de seis Orcars.
| Dia 18, 15h. Dia 24, 19h30

O SHOW DEVE CONTINUAR
(Estados Unidos, 1979, 123 min, 35mm). Dir.: Bob Fosse. Com Roy Scheider, Jessica Lange, Ann Reinking e outros.
Filme conta a vida do escritor/diretor/coreógrafo, Bob Fosse.
| Dia 18 e 24, 17h

A CANÇÃO DA VITÓRIA
(Estados Unidos, 1942, 126 min, 35mm). Dir.: Michael Curtiz. Com James Cagney, Joan Leslie, Walter Huston e outros.
A história de George M. Cohan, compositor, cantor e dançarino é contada por meio de números de dança e belas canções.
| Dia 18, 19h30

UM DIA EM NOVA IORQUE
(Estados Unidos, 1949, 98 min, 35mm).
Dir.: Stanley Donen e Gene Kelly. Com Gene Kelly, Frank Sinatra, Betty Garrett e outros.
Musical. Três marinheiros vivem situações inusitadas em Nova Iorque, após ganharem um dia de folga.
| Dia 19, 15h. Dia 25, 19h30

GREASE – NOS TEMPOS DA BRILHANTINA
(Estados Unidos, 1978, 110 min, 35mm). Dir.: Randal Kleiser. Com John Travolta, Olivia Newton-John, Stockard Channing e outros.
Ambientado na década de 1950, o musical mostra um rapaz e uma garota, líderes de turmas diferentes de uma escola, que acabam se apaixonando.
| Dia 19, 17h. Dia 25, 15h

SETE NOIVAS PARA SETE IRMÃOS
(Estados Unidos, 1954, 102 min, 35mm). Dir.: Stanley Donen. Com Jane Powell, Howard Keel, Jeff Richards e outros.
Sete irmãos vivem em perfeita harmonia em uma cabana nas montanhas. Quando o mais velho decide se casar, os outros resolvem ir até a cidade para raptar garotas e se casarem também.
| Dia 19, 19h30. Dia 26, 15h

MAGNÓLIA – O BARCO DAS ILUSÕES
(Estados Unidos, 1936, 110 min, 35mm).
Dir.: James Whale. Com Irene Dunne, Allan Jones, Charles Winninger e outros.
Filha do dono de um barco de espetáculos se apaixona por um ator e jogador durante passeio pelo Mississipi.
| Dias 20 e 27, 15h

A NOVIÇA REBELDE
(Estados Unidos, 1965, 174 min, 35mm). Dir.: Robert Wise. Com Julie Andrews, Christopher Plummer, Eleanor Parker e outros.
Noviça é enviada como governanta à casa de um milionário viúvo, pai de sete filhos. Com o tempo, apaixona-se pelo patrão e tem de decidir entre a vida no convento e o casamento.
| Dia 20, 17h. Dia 22, 15h

MOULIN ROUGE – AMOR EM VERMELHO
(Estados Unidos, 2001, 127 min, 35mm). Dir.: Baz Luhrmann. Com Nicole Kidman, Ewan McGregor, John Leguizamo e outros.
Principal atração do famoso cabaré parisiense Moulin Rouge, uma cantora apaixona-se por um compositor falido, mas tem que aceitar as promessas de amor feitas por um nobre milionário.
| Dia 26, 17h

Veja a razão de eu não acreditar em pesquisas eleitorais

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A PESQUISA QUE ENTERROU LULA [Tentou]
15 de setembro de 2009 às 20:24

Sexta-feira, Dezembro 30, 2005O GLOBO

Os números do impasse

Merval Pereira
Uma pesquisa que não pode ser divulgada oficialmente porque não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral está causando furor nos meios políticos nesses últimos dias do ano, e mais ainda entre os tucanos. Trata-se de um levantamento feito por telefone, sob encomenda do PSDB, que aponta o crescimento da candidatura do prefeito paulistano José Serra, surgindo pela primeira vez a possibilidade de ele vencer Lula já no primeiro turno. Mas a pesquisa aponta também um crescimento da candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o que complica o processo decisório no PSDB. O senador Bornhausen, presidente do PFL, não conhece a pesquisa. Mas diz ter certeza de que se os acordos forem feitos corretamente, existe a chance de derrotar Lula já no primeiro turno.
Realizada pelo Ipespe, Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas, fundado pelo sociólogo Antônio Lavareda, a pesquisa tem valor político até mesmo por isso, pois Lavareda é o pesquisador preferido do PFL, partido que provavelmente comporá com o PSDB a chapa que concorrerá na eleição presidencial do próximo ano. O senador Bornhausen repete para quem quiser ouvir que segue fielmente o que as pesquisas de Lavareda apontam.
Foi por elas, por exemplo, que o PFL marcou sua posição de oposição inflexível ao governo Lula. E também por causa delas o mesmo Bornhausen não se abalou quando foi acusado de ter ultrapassado a fronteira da política civilizada quando disse que esperava se ver livre "dessa raça" nos próximos 20 anos, referindo-se aos petistas. O PFL fez uma pesquisa quantitativa com Lavareda, para saber o perfil do candidato que o eleitorado quer. Eficiência administrativa e honestidade foram os atributos mais apontados.
De acordo com a pesquisa por telefone, Serra teria hoje 40% dos votos no primeiro turno, contra 26% de Lula. Garotinho teria apenas 9% e Heloísa Helena, 5%. Na simulação com Alckmin como candidato do PSDB, Lula lideraria com 28%, seguido de Alckmin com 25%, num empate técnico. Garotinho subiria nesse caso para 15%, e Heloísa Helena para 8%. Num hipotético segundo turno, Serra venceria Lula por 20 pontos percentuais — 52% a 32% — e Alckmin também derrotaria o presidente, mas próximo à margem de erro: 42% a 37%.
Apesar de muito boa para Serra, a pesquisa revela um dado inquietante para a decisão do partido, embora não decisivo: a maioria dos pesquisados na capital paulista disse que Serra não deveria abandonar a prefeitura de São Paulo para disputar a Presidência da República. O lado bom para os serristas é que a maioria não é tão esmagadora quanto se temia: 48% desaprovaram sua saída, mas 40% acham que ele tem que deixar a prefeitura. Atualmente, um paradoxo deve estar inquietando Serra: quanto mais bem avaliada é sua gestão na prefeitura, mais difícil fica sua saída do cargo com cerca de um ano de mandato.
Serra foi apontado por uma pesquisa do Datafolha como o prefeito paulistano mais bem avaliado nos últimos anos no primeiro ano de gestão. Além do caso do prefeito Pimenta da Veiga, que deixou a prefeitura de Belo Horizonte e perdeu a eleição para o governo de Minas, há outro caso clássico, desta vez no PSDB paulista, o de Mário Covas. Eleito o deputado federal mais votado do estado, com uma votação espetacular no litoral de Santos, aceitou ser prefeito biônico de São Paulo. Foi tão criticado que, nas eleições seguintes, perdeu de Paulo Maluf em Santos, seu reduto eleitoral.
A decisão seria mais fácil se Serra fosse o único candidato a vencer Lula, mas o enfraquecimento progressivo do presidente nas diversas pesquisas eleitorais pode reduzir os argumentos a seu favor. No PSDB, a opinião geral é que Serra não tinha planos de concorrer agora novamente à Presidência, preparando-se para 2010. Mas as pesquisas mostrando sua crescente aceitação pelo eleitorado nacional, como uma tentativa de desfazer um equívoco cometido em 2002 — as pesquisas mostram que Serra manteve seus eleitores da eleição anterior e conquistou grande parte dos que votaram em Lula — o animaram.
O governador Alckmin trabalha com essas dificuldades de Serra para deixar a prefeitura e, internamente, vem afirmando que a candidatura do prefeito daria ao PT um argumento forte na campanha eleitoral, do tipo "Serra prometeu por escrito que não deixaria a prefeitura e não cumpriu. Você acredita no que ele promete?". Se Alckmin fugir às suas características e ameaçar disputar a candidatura na convenção, a situação de Serra se complicará. Mas também o PSDB perderá a unidade.
Embora Alckmin tenha a preferência do mundo empresarial e financeiro, Serra vem armando seu esquema político com grande eficácia, já tendo superado os problemas políticos que levaram o PFL a não apoiá-lo em 2002. Hoje, ele tem o apoio explícito do prefeito do Rio, Cesar Maia, que o vem aconselhando até mesmo nos mistérios de uma prefeitura de cidade grande.
Reeleito no primeiro turno, Cesar Maia tentou lançar seu nome para a Presidência e não teve boa receptividade no eleitorado. Já disse que desistirá para apoiar Serra, e pode ser parte de um grande acordo entre PSDB e PFL. Embora negue, é possível que Cesar Maia saia da prefeitura para se candidatar ao governo do Rio de Janeiro, deixando em seu lugar o vice-prefeito do PSDB, Otávio Leite, uma espécie de compensação para os tucanos, que deixariam o PFL à frente da prefeitura de São Paulo.
Nesse caso, Cesar Maia teria o apoio de um forte candidato à Presidência da República, além de seu próprio prestígio pessoal, para tentar derrotar o candidato do grupo de Garotinho, provavelmente o senador Sérgio Cabral.
http://arquivoetc.blogspot.com/2005/12/merval-pereira-os-nmeros-do-impasse.html

Criaram um estado e agora vamos fazer o que com ele?

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Criaram o estado do Tocantins para melhorar a ocupação territorial do país, a distribuição de recursos e a gestão da região. O problema é que o estado não tem uma base social real, não tem identidade. Uma visão de desenvolvimento digamos assim. Sua elite é composta por pessoas de outros estado que foram lá colonizá-lo e se aproveitar do que aquela terra tinha para oferecer. Com isso se tornou um estado símbolo de coronéis. Talvez novos coronéis (tipo novos ricos). Não tem sociedade civil, a articulação popular é fraca, não tem mídia independente (não que o resto do país esteja muito melhor nesse ponto) e etc. Ou seja, não reune as características necessárias para ter uma sociedade local consolidada e democrática. Por isso a notícia abaixo não me surpreende em nada....


Governo de Tocantins tem mais cargos de confiança que governo federal
16/09/2009
Fonte: www.amazonia.org.br

O governador interino do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), demitiu ontem 92 servidores lotados em seu próprio gabinete que não foram localizados. A medida tem como objetivo estimular os secretários recém-empossados a tomar providências para acabar com funcionários fantasmas.

O governo de Tocantins tem 26 mil funções comissionadas, número superior aos 21 mil DAS (cargos comissionados) do governo federal. Gaguim encaminhou ontem à Assembleia projeto que extingue 7.240 cargos comissionados não ocupados. Ainda assim, o governo continuará com quase 19 mil cargos de confiança.

Os 26 mil cargos comissionados foram criados pelo governador cassado, Marcelo Miranda (PMDB), em agosto do ano passado, por meio de projeto enviado à Assembleia. Os mesmos deputados que criaram os cargos, agora devem acabar com parte deles.

A redução de cargos é apenas uma das medidas anunciadas para conter gastos. No fim de semana, o governador descobriu um rombo de R$ 880 milhões no caixa do governo: R$ 300 milhões de redução no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE), já previstos no orçamento, e R$ 500 milhões em dívidas por serviços já executados, empenhados e não pagos.
Gaguim determinou aos secretários corte de 30% nos gastos com passagens, combustível, telefone e outras despesas. A medida pode significar economia de R$ 17 milhões por mês.
O Senado aprovou ontem a proposta de eleições diretas para substituir políticos que tiveram mandatos cassados. A eleição indireta de Gaguim já foi questionada pela Procuradoria Regional Eleitoral do Tocantins, que entrou com representação junto ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

O leigo

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Jornal O Globo, 13/09/2009

O leigo

Luis Fernando Verissimo

"Leigo" é o nome genérico de quem não está entendendo. Na sua origem "leigo" era sinônimo de "laico", o contrário de "clérigo", um cristão que não pertencia à hierarquia da Igreja.

Com o tempo a palavra passou a identificar quem está por fora de qualquer assunto, e não apenas os eclesiásticos.

O Leigo é mal-informado, ingênuo e simplista. As coisas precisam ser explicadas com muita clareza ao Leigo, e mesmo assim ele custa a compreendê-las.

Ele próprio costuma invocar sua condição e dizer "Sou leigo na matéria" quando se vê diante de um desafio intelectual. Diz muito isto. Porque tudo é um desafio intelectual para o Leigo.

Mas o Leigo nos presta um grande serviço. Como seu raciocínio é simples, ele muitas vezes faz as perguntas óbvias que nós não fazemos para não parecermos simples.

Há anos, por exemplo, não entra na cabeça do Leigo por que as tais "riquezas naturais" brasileiras de que ouvimos faltar desde a escola não enriqueceram o Brasil, ou pelo menos melhoraram a vida da maioria dos brasileiros, que, ao contrário, parece piorar quanto mais as riquezas são extraídas e exportadas.

O Leigo nunca entendeu a venda, que mais pareceu uma doação, da Vale do Rio Doce, como nunca entendeu a campanha antiga e sistemática para desacreditar e doar a Petrobras.

Agora o Leigo — na sua ingenuidade — não está entendendo essa discussão sobre o controle estatal do petróleo do pré-sal e o destino a ser dado ao produto da sua exploração, como se não estivesse na cara o que precisa ser feito.

No plano internacional, o Leigo imagina que, se todo o dinheiro gasto no comércio de armas fosse aplicado em projetos sociais, acabaria a miséria no mundo.

Você e eu, que somos pessoas sofisticadas e por dentro, sabemos que o mundo não funciona assim, com esse altruísmo simétrico. Que se não gastasse com armas o mundo só gastaria em bebida e mulheres.

E essa de que um país com os problemas sociais do Brasil não tem nada que estar comprando submarino atômico só pode ser coisa do Leigo. Bendito Leigo.

Boa entrevista da BBC com o Lula

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Bom ver que alguém ainda faz jornalismo. Boas perguntas e boas respostas. Como é diferente ver um veículo de mídia cumprir papel de mídia e não de oposição...


Bilhete de heliópolis

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Eu não vou nem dignificar com comentários essa história do bilhete. Tá bom vai, só alguns:


1) Nosso país ainda vive sob uma ditadura que apenas esta travestida de democracia.

2) Os fascistas dominam a mídia e boa parte dos aparatos do Estado

3) São Paulo e rio grande do Sul são os Estados mais fascistas do país.

4) A cidade de São Paulo deveria mudar seu nome para Santa Cruz de La Sierra

5) As cinco famílias (ou clãs) que dominam todos os princiapis veículos de comunicação deveriam ser expulsos do país (são eles: os Frias, os Mesquita, os Assad, os Civita e os Marinho)

6) O país só vai sair dessa ditadura escamoteada quando fizer reforma agrária e acabar com o monopólio na mídia

No mais resta apenas a excelente sacada abaixo:


Fonte da foto: Conversa Afiada


Oportunidade para todos!

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Esse post é para todo mundo que está procurando trampo ou outras oportunidades:


Vagas aqui e fora do país:


GIFE (clicar em oportunidades)








Vagas e outras oportunidades



Bolsas e cursos fora


Concursos




Estudem os golpes midiáticos. Eles virão em 2010?

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Estudem os golpes midiáticos. Eles virão em 2010?
Publicado em 23 de agosto de 2009 por Luiz Carlos Azenha

De original o Brasil só inventou a jabuticaba. O resto quase tudo vem de fora. Especialmente as grandes idéias dos marqueteiros políticos. A inspiração deles tem origem clara: os Estados Unidos.

Em quarenta anos de profissão, nunca vi a mídia tão partidarizada. Jamais. Jamais testemunhei um fenômeno como o de Lina Vieira: a mídia martela uma tese e simplesmente descarta todas as outras que possam contradizer aquela tese. Uma tese bancada por Agripino Maia. Uma tese que tem o objetivo de carimbar Dilma Rousseff como "mentirosa". Que faz parte da campanha para demonizar a candidata do governo. Que, em minha opinião, obedece a uma campanha milimetricamente traçada por marqueteiros de José Serra e executada por prespostos dos Civita, Marinho, Frias e Mesquita.

Onde estava Lina Vieira na tarde do dia 19 de dezembro? Dentro de um avião, voando para Natal. E Dilma? Depois de reuniões em Brasília, também viajou. Se não foi naquele dia o suposto encontro entre a ex-secretária da Receira Federal e a ministra, quando foi? Baixou um silencio espetacular nos jornais, nas rádios e nas telas da TV. Um silencio ensurdecedor.

[Para quem estava em outro planeta, no encontro a ex-secretária disse que Dilma Rousseff pediu a ela que interferisse indevidamente em uma ação da Receita Federal contra o filho do presidente do Senado, José Sarney. A ministra nega o encontro.]

Depois de oito anos distante do poder federal, a UDN vai usar todas as ferramentas a seu dispor para reconquistar o Planalto em 2010. É o pré-sal, estúpido! São bilhões e bilhões de dólares que permitirão a quem estiver no poder investimentos como há muito tempo não vemos no Brasil. E há gigantescos interesses externos já expressos, ainda que delicadamente, no debate sobre a exploração do pré-sal.

O consórcio DEM-PSDB vai tentar barrar as tentativas do governo Lula de aumentar a participação da União na exploração do petróleo. Vai fazer isso, sem assumir, em defesa dos interesses das grandes petroleiras internacionais, que correm desesperadamente em busca de reservas exploráveis.

Não é por outro motivo que, através da mídia, esses interesses tentam enfraquecer a Petrobras. Tentam dizer que a Petrobras é incapaz de tocar o projeto. Tentam dizer que a Petrobras ou o Brasil não tem dinheiro para fazer os investimentos necessários. Não é por acaso que a TV Globo assumiu a proposta do governo americano de uma "parceria": eles nos ajudam a explorar o pré-sal E nos vendem armas. É como aquela famosa piada da troca de casais. Nós entramos duas vezes como "doadores". Doamos o petróleo E pagamos pelas armas.

Não é por caso que, em duas reportagens recentes, tanto o jornal New York Times quanto a revista britânica The Economist lançaram dúvidas sobre o futuro da exploração do pré-sal. O repórter Alex Barrionuevo, do Times, usou em seu texto palavras que acionam o botão de ojeriza do típico leitor americano: falou em "nacionalismo" e disse que uma suposta onda de "nacionalismo" no Brasil, agora, é comparável à dos tempos da ditadura militar.

Mas ele, por ignorância ou má fé, se esqueceu de dizer que a decisão correta de investir na exploração de petróleo em águas profundas, tomada durante o regime militar, é que permitiu à Petrobras o sucesso de agora. Ou seja, um exemplo de uma decisão "nacionalista" que deu resultado. Barrionuevo deu conotação negativa a "nacionalismo". Pelo simples fato de que "nacionalismo" só interessa aos americanos quando representa a defesa dos interesses dos Estados Unidos.

Leia aqui a tradução da reportagem do New York Times
Leia aqui, em inglês, a reportagem do Economist

Dito isso, é bom se precaver. Como?

Estudando o uso de pesquisas que foi feito durante várias campanhas políticas recentes. O episódio mais descarado aconteceu na Venezuela e está contado aqui.

Estudando os golpes eleitorais que permitiram a George W. Bush se eleger em 2000 depois de uma forcinha da Suprema Corte. Estudando os sofisticados golpes eleitorais aplicados pelos republicanos em 2000, na Flórida, e em 2004, em Ohio.

O melhor investigador do que se passou na Flórida é o repórter Greg Palast, que tem este site.

O melhor investigador do que se passou em Ohio é o deputado John Conyers Jr., que fica aqui.

Eu tenho todos os livros a respeito, mas não vou emprestar. Ninguem devolve livro no Brasil.

Mas você pode comprar vários deles na Amazon, a começar do relatório oficial da comissão encabeçada pelo deputado Conyers, aqui.

Sugiro que assistam ao documentário Free For All, que resume as duas fraudes nos Estados Unidos e pode ser visto aqui.

Essas fraudes foram baseadas em truques sofisticados, como a supressão de blocos de eleitores. Por exemplo, com a colocação de um número menor de máquinas de votação em seções eleitorais onde se sabia que a maioria era de eleitores democratas -- bairros de maioria negra, por exemplo.

Há suspeitas de fraude eletrônica. E de que os republicanos tenham aplicado um arsenal de medidas administrativas e jurídicas com o objetivo de desestimular ou simplemente bloquear o voto de grupos majoritariamente democratas.

É importante ver o documentário A revolução não será televisionada, sobre o golpe midiático contra Hugo Chávez na Venezuela. Está aqui.

É importante ver o documentário Los Duenos de la Democracia, sobre a fraude eleitoral no México. Está aqui.

É importante ver o documentário Our brand is crisis, que fala sobre as táticas eleitorais empregadas por marqueteiros americanos para eleger Gonzalo Sanchez de Lozada presidente da Bolívia (ascendeu ao poder com apoio americano e pretendia implantar um projeto pelo qual o gás boliviano seria exportado por navios para os Estados Unidos, a partir de um terminal no Chile).

Finalmente, é preciso estudar todas as ações do National Endownment for Democracy, o NED, uma instituição bipartidária dos Estados Unidos, bancada com dinheiro público, que "promove a democracia" no mundo através de ações de engajamento da sociedade civil. O NED foi criado no governo de Ronald Reagan para fazer, abertamente, o que a CIA fazia antes na clandestinidade.
O NED estimula o uso de todas as ferramentas eletrônicas modernas -- SMS, internet, twitter -- para a mobilização popular, especialmente de jovens, considerando que os jovens têm menor conhecimento histórico, são mais voláteis e são mais suscetíveis à influência da cultura americana.

O NED teve um papel importante em algumas "revoluções" no Leste europeu, notadamente na derrubada de Slobodan Milosevic na extinta Iugoslávia, em 2000; na Revolução das Rosas, na Geórgia, em 2003; na Revolução Laranja, na Ucrânia, em 2005, e na Revolução das Tulipas, no Quirguistão, em 2005.

Nesses e em outros casos jovens ativistas estudantis foram mobilizados com slogans e símbolos simples e diretos (Resistência! na extinta Iugoslávia, É Hora na Ucrânia), atuando especialmente antes ou depois de eleições, em manifestações de rua durante crises eleitorais.

A lista de grupos e movimentos, que receberam financiamento do NED ou de outras instituições dos Estados Unidos inclui:

Otpor! na extinta Iugoslávia.
Kmara na Geórgia
Pora na Ucrânia
Zubr na Bielorrússia
Mjaft! na Albania
Oborona na Rússia
Kelkel no Quirguistão
Nabad al-Horriye no Líbano
Súmate (e outros) na Venezuela

O Instituto Nacional Republicano (IRI) e o National Democratic Institute (NDI) são os braços dos dois principais partidos americanos encarregados de "promover a democracia" no mundo, ou seja, de treinar e promover jovens líderes partidários que sejam "amigáveis" aos interesses de Washington. Tanto o IRI como o NDI integram o NED. Foi uma forma de garantir no Congresso americano a aprovação de todas as verbas que o NED achar necessárias para "promover a democracia" no mundo, sempre em parceria com entidades locais da sociedade civil. Também fazem parte do NED uma entidade de empresários e outra ligada a sindicatos.

O Brasil tem uma sociedade civil suficientemente informada para não cair em contos do vigário. Mas nunca é demais ficar alerta. Afinal, suspeitas do passado se confirmaram: havia ouro de Moscou; houve ajuda política e militar dos Estados Unidos ao golpe de 1964; houve estímulo dos Estados Unidos ao golpe que derrubou Hugo Chávez na Venezuela, para lembrar apenas de casos marcantes.

O caso clássico, na Venezuela, no referendo de 2004, funcionou assim: pesquisa de boca-de-urna, divulgada antes do início das apurações, dava como certa a derrota de Hugo Chávez, por ampla margem (59% contra Chávez, 41% pela permanência dele no poder). O que abria caminho para dois movimentos: fraude na apuração ou, em caso de vitória de Chávez, a denúncia de que ele teria fraudado o resultado. E manifestações de rua. E protestos internacionais.

Qual foi o resultado da contagem de votos? Chávez teve 59% contra 41%! A oposição, obviamente, gritou fraude. E tentou organizar protestos de rua. Mas os observadores internacionais atestaram a lisura do referendo. E Chávez sobreviveu.